Unicorn Holic

Documentário – The True Cost

Bom dia pessoas lindas, tudo bem?

    O post de hoje é um pouquinho mais “sério”, pois o intuito do UH não é somente divertir, mas trazer algo para refletir.

   A primeira pergunta a ser feita é: como posso amar e odiar a moda?

   Desde que comecei a estudar moda nunca me interessei por criação, produção e tudo que 90% das pessoas que ingressam neste curso querem. Sempre quis saber mais sobre o que acontece por trás da moda, os efeitos que ela causa e causou durante a história mundial e principalmente como ela pode influenciar na vida e no comportamento das pessoas. E é incrível como isto é desvalorizado durante o curso. Com toda certeza, dão ênfase ao que falei no começo do parágrafo, mas muitas vezes essas instituições esquecem algo primordial na educação: fazer o aluno pensar.

   Ter seu nome em revistar, fazer grandes desfiles, ver seus vestidos sendo usados por celebridades são o sonho de muitas pessoas desta indústria, e para isto, muitas vezes esquecem do principal, quem as fabrica. Pagar pouco, dar péssimas condições de trabalho é uma desculpa por gerar emprego? É um tipo de justificativa para conseguir vender mais barato em um mercado tão competitivo?

   A impressão que dá é que as pessoas não se importam mais com a vida dos outros, as pessoas se tornaram descartáveis neste império do efêmero.

   Quem nunca passou pela situação de ir em uma loja e pensar: nossa, essa blusa está suuuper barata, que maravilha vou levar!!!
   Mas será que paramos para pensar todo o processo que essa peça passou para estar com este valor? Quantas pessoas sofreram para isso?

   Seria hipocrisia minha falar que realmente me importava com isto antes de ver estes documentários, mas após vê-los voce começa a repensar. Sabia que a “escravidão” ainda existia, mas não tinha noção do nível em que a situação se encontrava.  Existe solução? Sim, não vou dizer que vou parar de comprar em fast fashions porque infelizmente não tenho condições de comprar apenas caras etc, mas realmente é o que dá vontade, parar de sustentar este tipo de comércio. Já estava consumindo menos, e hoje provavelmente irei diminuir ainda mais o meu consumo. E se existir outra maneira de ajudar, irei fazer. Como no próprio documentário diz, existem outras alternativas para o assunto, como o project tree, totalmente sustentável e que prega um comércio justo.

   Vocês devem ter visto campanhas como a da camisa branca que era vendida por 2 euros, o que você sentiu ao assisti-la?

   É assustador ver que não é apenas na confecção da peça que os impactos causados pelo mercado de moda são notórios. eles começam na plantação de algodão, que devido aos pesticidas estão causando câncer, deficiencia física e mental nas comunidades que moram ao redor da área de plantio, além de todo o mal causado ao meio ambiente devido as peças, que se tornaram descartáveis e de toda a química usada no tingimento do produto.

Espero que voês reservem 1:30 para ver o documentário e se perguntem, qual é o verdadeiro custo?

Confira o Trailer:

E vocês o que acham disto??
Beijos e até a próxima!

Vanessa Borges

A moda de fazer Moda


Oie!!
Finalmente voltamos com o blog! Confesso que levei até um susto quando vi um valentine sobre isso, porque na verdade não sabia que tanta gente acompanhava (muito obrigada pelo apoio!).
Então, hoje venho falar sobre algo da minha área, e que acho que envolve muita gente, que está na mesma que eu, ou que ainda está perdida pensando no que vai fazer em relação à carreira. O post de hoje é sobre fashion design (vamos gayzar as coisas…) e o verdadeiro mercado de trabalho. 
Ainda hoje, muita gente vem me perguntar se deveria fazer moda, o que fazer quando sair da faculdade e o que eu quero da vida. Bom, se você está pensando em fazer moda porque sabe fazer desenhos bonitinhos e gosta de moda japonesa kawaii desu, meu conselho é: NÃO faça moda. Esse é o mesmo conselho que eu dou para quem sonha em abrir uma loja Lolita de sucesso e mimimi. Claro que sonhar todo mundo pode, afinal, ainda é de graça. Mas que a verdade seja dita: Ou você é filha de pessoas muito ricas que possam bancar sua loja até você conseguir alcançar o mercado internacional, ou você vai ser mais uma dessas meninas frustradas que terminou a faculdade e fica sem saber o que fazer. Porém, se você é uma dessas que realmente gosta de moda, e acha que é a sua vocação, vá em frente. 
O problema é: a moda no Brasil é muito desvalorizada. O mercado de trabalho está cheeeeio de pessoas esperando uma vaga e que aceitam qualquer ninharia para ter de fato um emprego. Então se você pensa que a moda é só glamour, passarelas, vogue e strike a pose, se engana, e muito.
Por isso abra sua mente (gay também é gente..o baiano faz oxente) e veja outras possibilidades na área da moda além da criação. Mídias sociais, ergonomia, história, antropologia, química e marketing são algumas das inúmeras áreas que a moda abrange. Que tal sair do lápis-papel-croqui e ir ver o mundo lá fora? <3
Garanto que vocês podem se surpreender e ter experiências muito mais significativas!
OBS: Se quiserem conversar sobre esse assunto, deixem um comentário que eu respondo, OU me passem facebook (se eu não tiver). Irei adorar falar mais sobre isso.
Vanessa Borges